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Especialistas do Estado explicam efeitos no clima com a saída do EUA do Acordo de Paris

Erosão na Praia de Lagoa Funda, em Marataízes. Foto: Alessandro de Paula - 13/01/2017

Erosão na Praia de Lagoa Funda, em Marataízes. Foto: Alessandro de Paula – 13/01/2017

Cientistas anunciam: O mundo tem apenas de 50 a 100 anos para salvar a humanidade dos destastres ambientais que podem destruir o planeta e a vida humana. A decisão de Trump de sair do Acordo de Paris, apesar de se tratar da maior potência mundial e estar em 2º lugar como a maior responsável pela emissão de gases poluentes como dióxido de carbono (CO2) na atmosfera, não muda a preocupação do mundo quanto às mudanças climáticas, concluem os especialistas.
O especialista de Planejamento Energético e Meio Ambiente, José Luiz Golvêa Gasparini, afirmou que a maioria dos países que assinaram o Acordo se comprometeu a cumprir as metas para que o aquecimento global fique abaixo de 2º C, buscando limitá-lo a 1,5ºC, em relação aos níveis pré-industriais e para ele, mais uma vez, Trump torna os Estados Unidos isolados de questões que não deveria, tudo para agradar seu eleitorado. “Trump não está preocupado se vai prejudicar ou ajudar os problemas ambientais. A decisão é puramente política. Ele quer apenas agradar seu eleitorado, tão egocêntrico quanto ele”, afirmou Gasparini.

Mar invade e destroi construções na Praia da Colônia em Marataízes. Foto: Reprodução.

Mar invade e destroi construções na Praia da Colônia em Marataízes. Foto: Reprodução.

E explicou: “Se ele sai do Acordo, poderá tomar medidas para implantar a chamada indústria de carvão, usadas décadas passadas e com isso gerar ou manter o emprego para seu eleitorado. Sua conduta não o deixa perceber que a energia limpa, gera tantos empregos quanto essa indústria do carvão que emite tantos poluentes e matam nosso planeta a cada dia”.
Para Gasparini, países como Bélgica, Holanda, pequenos e mais afetados com influências climáticas negativas não abrirão mão do acordo. “Na verdade, boa parte da humanidade já entendeu que nosso prazo para salvar a humanidade é curto. O egocentrismo dos norte-americanos ficará de lado, e os países continuarão a fazer altos investimentos no que é certo: indústrias e geração de energia natural. Não importa o que  Trump faça agora. Ele não ficará lá para sempre”.
Com a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris, três bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), serão emitidos por ano na atmosfera, aumentando a temperatura da terra entre 0,1ºC e 0,3ºC até o final do século. “Se as emissões de poluentes não forem drasticamente reduzidas, uma das consequências mais ameaçadoras será a subida dos níveis das águas oceânicas, e o tempo para isso acontecer é curto. Difícil entender a decisão de Trump mediante às medidas que devem ser tão imediatas”, concluiu Gasparini.

Erosão na Praia de Lagoa Funda, em Marataízes. Foto: Alessandro de Paula - 13/01/2017

Erosão na Praia de Lagoa Funda, em Marataízes. Foto: Alessandro de Paula – 13/01/2017

O professor de Ecologia e Recursos Naturais da Ufes, Luiz Schittino disse que a decisão de Trump é lamentável. “Sabemos que isso não será o fim da preocupação mundial quanto às mudanças climáticas. Os Estados Unidos têm estados independentes, que já realizam grandes investimentos para redução dos gases poluentes”, analisou.
Estados Unidos realiza investimentos bilionários em energia limpa, a qual não libera, durante seu processo de produção ou consumo, resíduos ou gases poluentes geradores do efeito estufa e do aquecimento global, como energia solar e eólica. “Assim também tem feito vários outros países da União Europeia. Trump pode até eliminar suas responsabilidades, mas não pode mudar o que já está sendo feito”, analisou.
O especialista espera que a decisão não comprometa os compromissos internacionais sobre as questões climáticas que outros países assumiram ao assinar o acordo, já que países como Alemanha e França, expressaram preocupação com a decisão de Trump.
Para o Gestor Ambiental Rodrigo dos Santos Pizeta, será inevitável que após essa decisão e mediante à emergência de medidas de preservação ambiental, Trump seja pressionado a voltar atrás na decisão, principalmente dos países da União Europeia, cada vez mais atuante para redução dos gases poluentes. “O que nos conforta é que após o governo de Obama, que tomou postura contrária a de Trump, houve incentivo para que a indústria norte-americana adotasse medidas que auxiliam a preservação ambiental. Isso é uma realidade no país, e não deve mudar. Mas Trump não optar pela redução dos gases, de fato, nos deixa bastante preocupados. O apelo precisa ser mundial”, afirmou.

 

Milena Martins

FUENTE:

http://www.tribunaonline.com.br/especialistas-do-estado-explicam-efeitos-no-clima-com-a-saida-do-eua-do-acordo-de-paris/