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Sem reajuste, servidores públicos prometem manifestações contra Temer

O Sindifisco é uma das entidades que estão se mobilizando contra o adiamento do reajuste. Foto: Divulgação

Entidades sindicais se mostraram indignadas com a intenção do governo federal de adiar para o segundo semestre de 2018 o reajuste salarial dos servidores públicos que estava previsto para janeiro. E já começaram a se mobilizar contra a sinalização do governo.

De acordo com o presidente do Sindifisco Nacional (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil), Claudio Damasceno, representantes dos trabalhadores se reuniram para avaliar o impacto da medida e o que poderá ser feito, caso o governo adie o reajuste. Há outros encontros marcados para a próxima semana.

“As entidades não vão ficar de braços cruzados diante desse desrespeito do governo a uma lei que já tinha sido aprovada e que foi negociada durante dois anos”, disse Damasceno.

Já o presidente do Sinait (Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho), Carlos Silva, afirmou que os servidores estão indignados, mas esperançosos de que essa intenção não se concretize. “De qualquer forma, a categoria já está se organizando para dar uma resposta à altura, caso o governo efetive essa intenção”, afirmou.

Mobilizações, manifestações, greves e até recurso ao Judiciário estão entre as medidas estudadas pelas entidades. “Não descartamos nada. A lei tem que ser cumprida, do contrário cria-se uma grande insegurança jurídica”, afirma o presidente da CNSP (Confederação Nacional dos Servidores Públicos), Antonio Tuccilio.

NEGOCIAÇÕES

Os representantes dos trabalhadores afirmam que as negociações do reajuste salarial começaram ainda no governo da presidente Dilma Rousseff e se estenderam pelo governo de Michel Temer. “Iniciamos as negociações em março de 2015 e só em maio deste ano foi sancionada a lei validando o acordo. Se o governo voltar atrás, vai criar uma crise de confiabilidade no próprio governo”, considera Damasceno.

De acordo com ele, cerca de 1 milhão de servidores, entre profissionais da ativa, aposentados e pensionistas, podem ser afetados pela medida. Está previsto reajuste de 4,57% para janeiro de 2018 e de mais 4,5% em janeiro de 2019. “Mais uma vez o governo está penalizando os funcionários públicos e isso não vamos aceitar”, enfatiza o presidente ASMPF (Associação dos Servidores do Ministério Público Federal), Nascimento Filho Almeida.

O objetivo do governo com o adiamento do reajuste dos servidores é reduzir o rombo no orçamento de 2018. O aumento dos salários dos servidores, que teve a aprovação do Congresso, deve ampliar em R$ 22 bilhões as despesas do governo no ano que vem. Se conseguisse adiar o reajuste para o segundo semestre, a União poderia poupar R$ 11 bilhões.

 

Agência Folhapress

FUENTE:

http://www.tribunaonline.com.br/sem-reajuste-servidores-publicos-prometem-manifestacoes-contra-temer/