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Ator de ‘Cidade de Deus’ é preso e nega ligação com assassinato

RIO DE JANEIRO. Foram quatro dias de negociação até que Ivan da Silva Martins, 34, famoso pela participação no filme “Cidade de Deus” (2002) e acusado de ser um dos executores do sargento Hudson Silva de Araújo, 46, fosse para a prisão. O acordo foi intermediado por José Júnior, do AfroReggae. O suspeito estava escondido numa casa na Rocinha, comunidade vizinha ao Vidigal, onde Ivan seria o gerente do tráfico.

“Ele me procurou e disse que queria se entregar. Eu entrei no circuito porque haveria muito mais prejuízo para a população se começasse uma guerra atrás dele na comunidade. Ele se dispôs, e está aqui. Agora é com ele”, disse Júnior na Delegacia de Combate às Drogas (Dcod), na Cidade da Polícia, zona Norte do Rio.

O acusado nega que tenha participado do crime, mas pelo menos dez policiais da UPP Vidigal o reconheceram no momento da ação que vitimou o sargento, participando ativamente do ataque.

O militar foi ferido na madrugada do último dia 23 de julho, quando ele e colegas de fardas faziam um patrulhamento pela rua Presidente João Goulart, uma das principais vias da comunidade do Vidigal. Bandidos armados atacaram a equipe a tiros. Hudson morreu no hospital. Ele foi o primeiro policial da UPP Vidigal morto em confronto na comunidade.

Segundo homens da UPP, além de participar do tráfico e de extorquir dinheiro de motoristas de vans, Ivan, que é conhecido também como “Ivanzinho” ou “Ivan, o Terrível”, estava iniciando uma nova modalidade de crime: ele tomava casas vazias e terrenos na favela.

“Se eu fosse tão terrível assim eu estaria aqui me entregando à polícia?”, indaga o acusado, durante entrevista concedida dentro da delegacia: “Eu não sei de onde tiraram esse apelido. Também não tenho nada com o crime. Tudo isso é porque tenho inimizade com os policiais da UPP. É uma perseguição”.

Usando calça jeans e camisa da Reserva, Ivan diz que, hoje, é sustentado pela mulher e pela mãe. “E minha família está presente em tudo. Eu conversei com eles e decidimos que essa seria a melhor solução”.

Defesa. O acusado teria apresentado álibis que indicariam que ele não tem envolvimento com a morte do PM, mas o delegado da Dcod, Vinícius Domingos, não divulgou quais seriam essas provas.

“A delegacia de drogas vem fazendo investigações em diversas comunidades, inclusive o Vidigal, e chegamos ao Ivan, que tinha essa intenção de se entregar, então foi tudo alinhado com o AfroReggae. O fato de se apresentar depõe a favor, e ele vai ter que se explicar na Homicídios”, diz.

Guarda vai ajudar na segurança

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que a Guarda Municipal (GM) carioca ajudará na operação encabeçada pelo governo federal de combate ao crime.

Segundo ele, a corporação deverá atuar na repressão de crimes de “baixo impacto”, como roubos de carteira, celular e arrastões. Assim, a Polícia Militar será liberada para combater crimes de maior gravidade. A GM não tem, por lei, direito a portar armas de fogo. O seu efetivo é formado por cerca de 8.500 homens.

FUENTE:

http://www.otempo.com.br/divers%C3%A3o/magazine/ator-de-cidade-de-deus-%C3%A9-preso-e-nega-liga%C3%A7%C3%A3o-com-assassinato-1.1503688