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Amor dos pets ajuda a mudar de vida e a enfrentar doenças

Foto: Thiago Coutinho/AT

Além de mudar o estilo de vida das pessoas, eles auxiliam no tratamento de doenças, como depressão, fobias e até câncer

A companhia de um animal é capaz de mudar todo um estilo de vida. E mais: auxilia ainda no tratamento de doenças, como depressão, esquizofrenia, fobias e até câncer, segundo especialistas.

Não importa a espécie, podem ser cães, gatos, cavalos, chinchilas, coelhos, peixes ou o que for. Sempre é possível colher benefícios da relação com os bichos.

A psicóloga Débora Monteiro Coelho, porém, diz que há os que auxiliam melhor em determinados aspectos.

“Qualquer animal contribui sim. Mas aqueles, como cães e gatos, que permitem um contato maior, com olho no olho, são melhores para a questão emocional.”

A presença dos pets faz com que a pessoa não se sinta só e são comuns relatos de pessoas que até conversam com eles.

“Foi comprovado que animal tem sentimento e, até certo limite, entende o que está sendo dito. Por isso, ter um bichinho de estimação é sempre indicado quando a pessoa está muito fechada e até para crianças com problemas neurológicos”, complementa Débora.

Segundo o psicólogo e Gestalt-terapeuta Enéas Lara, há relatos de animais sendo usados terapeuticamente nos anos 50, com forte crescimento nos anos 90.

“Os beneficiados por esse tipo de tratamento desenvolvem e melhoram aspectos físicos, afetivos, sociais, cognitivos e até revisam seus valores.”

Mas até mesmo para os saudáveis há benefícios na relação com os animais.

“Crianças, por exemplo, se tornam mais afetivas, solidárias, responsáveis, com maior grau de sensibilidade e até compreendem melhor o ciclo da vida. Outras pesquisas ressaltam que, aos idosos, eles trazem conforto em momentos de perda, mudanças, além de melhorarem a autoestima e o convívio social.”

O animal de estimação promove estados de felicidade, diminui sentimentos de solidão, melhora condições físicas e psíquicas, além da própria qualidade de vida no convívio com ele promovendo estímulos para se exercitar.

“Encontramos registros de pessoas obesas que passaram a caminhar e realizar atividade física em função de terem adquirido animais de estimação”, observa Enéas.

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.Deu a volta por cima

Quem também superou a depressão graça aos peludos foi o aposentado Abel Ferreira Leal Júnior, de 63 anos. As companheiras dele são a Preta, de 13 anos, e a Lua, de 12. Quando a medicação já não dava mais resultado, a família decidiu recorrer aos pets.

“A Preta chegou com 30 dias de nascida. No início resisti, mas ela insistiu e, em pouco tempo, me vi obrigado a dar água e a tratar dela; então fui me reerguendo. Em quatro meses, não sabia mais o que era depressão.”

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Motivação

Quinze quilos a menos. Esse foi o impacto que a Vick teve ao entrar na vida da estudante Juana Luiza Poleze, 23 anos, há oito anos.

“Eu precisava de motivação para me exercitar e, como não gostava de musculação, decidi correr”, lembra a jovem. “A Vick tinha nove meses quando chegou e também estava gordinha, então passamos a correr juntas. Ela me incentivou.”

Desde então, as duas não pararam mais. Elas correm juntas pelo menos três vezes por semana.

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Eles fazem parte da família

“O Bart chegou causando, mudou completamente nossa rotina”, lembra a administradora Patrícia Cariello Mello Bortot, 29 anos, que tem seu cãozinho como membro da família. Até creche ele frequenta, conta ela. “Como é muito ativo, ele gasta energia lá. Então levo e busco todos os dias. Nos finais de semana, ele vai para onde vamos.”

Assim como Patrícia, muitas famílias já adotaram os pets como um familiar. Alguns vão além e até dizem “é meu filho”, “meu irmão”… Segundo a psicóloga Débora Monteiro Coelho, esse pensamento é natural até certo limite.

“Deve haver equilíbrio. O problema é humanizar demais, exigindo que ele tenha comportamento de humano e assim acabar estressando o animal”, afirma. “Mas, com certeza, eles acabam ocupando espaço de membro da família devido à proximidade.”

Assim, os pets sobem no sofá, dormem junto na cama, lambem o rosto e alguns até se sentam na mesa para jantar. E, com cuidados, não há riscos para a saúde.

“Existem algumas zoonozes, doenças que podem ser transmitidas para humanos, mas não há risco com cães devidamente vacinados. Animais com convívio tão próximo geralmente são acompanhados e, se eles tiverem qualquer problema, são levados ao veterinário.”

Em casa com crianças, porém, é importante atentar para que tanto pequenos quanto cães estejam em dia com remédios para verme.

Filhas de quatro patas

As cadelas Café, Lilica, Bebê e Polly transformaram a vida da advogada Samira Tereza Drummond Jacinto, de 29 anos.

Além da rotina de cuidados, passeios e brincadeiras, até o modelo do carro foi pensado para as “filhas de quatro patas”, com estofado impermeável para facilitar a limpeza.

No caso da Café, há um ponto inusitado, conta Samira. “Ela mora com meu ex e a pego nos finais de semana e também para ir a festas e ao veterinário.”

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Novos mimos para o seu amigão

Elevados ao status de membros da família, os pets também conquistaram luxos, com um mercado que está sempre com novidades direcionadas para eles. Os mimos são tanto na alimentação e em brinquedos quanto em acessórios para garantir seu bem-estar.

O médico veterinário e proprietário da Animed, Thiago Oliveira do Nascimento, observa que, mesmo em meio à crise, o segmento se mantém em nível de constante crescimento.

“Os donos gastam valores exorbitantes e sem reclamar tanto em vestimentas, quanto em nutrição, brinquedos e na saúde do animal”, avalia o especialista.

Geralmente, os novos lançamentos são mais voltados para os cães, afinal, eles são os mais presentes nos lares brasileiros.

“A população de animais é maior até do que a de bebês”, lembra a veterinária da Mon Petit Ami Joana Tebaldi. Para os gatos, a oferta também está aumentando.

Joana observa que a tendência em alta para os brinquedos é a interatividade, já que a maioria dos pets passa horas do dia sem companhia. “Os cachorros estão ficando cada vez mais sozinhos em casa, então os donos dão opção de um brinquedo interativo para distraí-los.”

Já o proprietário da Pet Land no Estado, Lucas Dalla Bernardina, afirma que a procura está maior por itens de alimentação.

“Do mesmo jeito que os humanos estão passando por essa mudança de hábito, os donos estão optando por alimentação cada vez mais natural, saudável e sem transgênicos para seus pets.”

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Reportagem especial de Kariny Baldan para o jornal A Tribuna do dia 06/08/2017

FUENTE:

http://www.tribunaonline.com.br/amor-dos-pets-ajuda-a-mudar-de-vida-e-a-enfrentar-doencas/