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Funcionário conta tensão que viveu em barco sugado por represa. Veja vídeo

O auxiliar de serviços gerais Nilson Salles conta que passou por momento assustador quando o barco em que estava foi sugado por represa que se esvaziou. A represa do clube Castelinho, em Franca, São Paulo, se esvaziou na sexta-feira (15) após as comportas serem abertas e não poderem ser fechadas por um galho enroscado.

Nilson e o pedreiro Elias Pádua resolveram pegar uma canoa para tentar salvar peixes do reservatório, mas acabaram sendo sugados por um buraco onde a água escorria.

Os dois foram resgatados por um guindaste depois de momentos de tensão em que lutaram para a canoa não virar. “Realmente foi assustador, na hora lá eu não pensava em outra coisa, so tentei não deixar a canoa virar, porque a canoa até não podia ir embora, mas se a gente caísse lá a gente teria ido embora”, conta Nilson.

“Precisava fazer força pra canoa não virar, porque a gente não podia sair de dentro da canoa, não tinha como fazer nada. Você olhava o barranco, todo mundo gritando ali, mas você não entendia o que eles estavam falando, porque o barulho da água era muito forte”, explica.

O auxiliar de serviços gerais contou ainda que viu seu colega tentar deixar a canoa, mas pediu para ele não sair. “Teve uma hora que eu o vi colocando o pé pra fora da canoa. Eu chamei de volta, porque, se ele entrasse na água, talvez nele sair a canoa virava. Chamei, ele voltou pra trás. A gente controlou a canoa e no final deu tudo certo”, relatou.

A água da represa escoou praticamente toda, deixando o reservatório seco e mostrando a sujeira acumulada no fundo, por causa do descarte de resíduos na região.

Na segunda-feira (18), as comportas da represa foram fechadas para que o espelho d’água volte a ficar cheio. “A beleza da represa era a nossa menina dos olhos, mas agora vamos trabalhar, pra cima do Ministério Público e da Prefeitura pra ver de que forma podemos recuperar”, disse o gerente do clube, Esílton Tavares dos Reis.

O Ministério Público descartou que tenha havido crime e danos ambientais na região devido ao escoamento da água. As espécies de peixes no local eram exóticos, não sendo nativos da região.

No entanto, um inquérito em andamento desde 2013 apura problemas no escoamento da represa. “Não houve dano ambiental nenhum, a não ser a evidência de que há um problema técnico na barragem que precisa ser corrigido”, afirmou o promotor Fernando Martins.

FUENTE:

https://www.tribunaonline.com.br/funcionario-conta-tensao-que-viveu-em-barco-sugado-por-represa/